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Jessika Machado | segunda, 15 de abril de 2019 - 16h37

Saúde lança mosquito com bactéria para combater a dengue em MS e em outros estados

Estratégia deverá ser adotada no próximo semestre
Fiocruz já testou método em bairros do Rio de Janeiro, com resultados satisfatórios Fiocruz já testou método em bairros do Rio de Janeiro, com resultados satisfatórios - (Foto: Divulgação | Fiocruz)

Os municípios de Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Petrolina (PE) são as três cidades brasileiras escolhidas para sediarem a etapa final de um projeto que consiste na injeção de uma bactéria, denominada Walbacchia, em ovos do mosquito Aedes aegypti, visando diminuir a capacidade de o inseto transmitir dengue e outras doenças. A ação terá início no segundo semestre de 2019 e deverá ter uma duração de cerca de três anos.

O anúncio do uso desta tecnologia foi feito pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, manhã desta segunda-feira (15.4) durante abertura do evento “Atualização em Manejo Clínico da Dengue e febre do chikungunya e no controle vetorial do Aedes aegypti”, na Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser. A atividade tem como objetivo capacitar profissionais da área de Controle de Vetores dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.


Ministro da Saúde destaca investimento de R$ 22 milhões para nova estratégia contra a dengue

Presente no evento, o secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende definiu a nova tecnologia como “um avanço que pode significar uma redução drástica da doença nos próximos anos, desde que os métodos atuais de combate não sejam deixados de lado”. Ele conclamou a população a continuar vigilante, exterminando focos de proliferação do mosquito Aeds aegypti.“Vamos continuar fazendo nossa lição de casa”, salientou.

Denominado World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil) o projeto é realizado pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde, que, para essa nova fase, vai investir R$ 22 milhões. “A metodologia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito”, salienta o ministro Mandetta. O método é seguro para as pessoas e para o ambiente, pois a Wolbachia vive apenas dentro das células dos insetos.



Infográfico mostra como ocorre a reprodução de mosquitos infectados no campo Foto: Fiocruz | MS | Reprodução)

Da mesma forma que o secretário Geraldo Resende, o ministro da Saúde reforçou que a estratégia de combate ao mosquito Aedes continua sendo responsabilidade de todos. “Essa é uma estratégia complementar. Governo e sociedade têm que continuar utilizando os métodos atuais de combate ao mosquito”, salientou Mandetta. “As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal”.


O Ministério da Saúde gerencia e monitora todas as ações por meio da Sala Nacional de coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos. A Sala Nacional articula com as 2.166 Salas Estaduais e Municipais as ações de mobilização e também monitora os ciclos de visita a imóveis urbanos no Brasil, que são vistoriados pelos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

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