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HISTÓRIA DE VIDA

Após perder um filho para o câncer, assistente social ressignifica a dor ajudando outras famílias

Renata Barrios perdeu o filho de apenas 13 anos para o câncer e hoje ajuda outras famílias Hanelise Brito | sábado, 2 de janeiro de 2021 - 09h50
Renata e o seu filho Renata e o seu filho - (Foto: Arquivo pessoal)

O ano era 2014, quando Renata Barrios perdeu o filho de apenas 13 anos para o câncer, a até então, empresária, largou o comércio e passou a fazer serviço social. Renata precisou ressignificar a sua dor, e faz isso até hoje, ajudando as famílias que passam pela fase da internação e que precisam superar a perda de alguém que amam.

“Foram 15 meses de tratamento e o meu filho Jonas partiu, deixando um buraco em nossos corações. Voltar pra casa sem o meu menino não foi fácil, mas lembrei que havia feito uma promessa para ele, de não deixar de sorrir. Comecei a ter meu coração inquieto, tinha um comércio e fiquei por mais três anos depois do falecimento do Jonas, não estava indo bem, perdi o desejo de investir no comércio e comecei a pedir a Deus um novo em minha vida”, contou.

Renata lutou até o fim com o seu filho

Logo depois de ter o desejo de viver algo novo, Renata foi contratada para trabalhar em uma instituição de idosos, e foi lá que realizou o primeiro trabalho como Assistente social.

“Eu também passei a fazer trabalho voluntário com os Drs. Palhaços, fazia visita no hospital para crianças com câncer e foi ali que pude ser preenchida com amor. Os pequenos que enfrentam essa doença carregam uma luz, são escolas do amor. Eu via um pouquinho do meu filho em cada um deles, matava um pouquinho da saudade do meu menino e voltava pra casa sorrindo”, contou.

A assistente social conta que passou a ressignificar a sua dor se doando e disponibilizando o seu tempo para ajudar outras pessoas.

“Um dia uma amiga me contou sobre um processo seletivo, lembro quando ela me falou meu coração acelerou, e fiquei pensando se eu daria conta. Algo falava ao meu coração, que sim, que eu tinha vivenciado o que as famílias hoje passam, e que seria capaz de consolá-las e auxiliá-las neste processo”, disse.

O filho de Renata tinha 13 anos quando morreu em decorrência de um câncer

Acreditando em como poderia ajudar essas famílias, Renata fez o processo seletivo e trabalha no hospital até hoje. “Fiz o processo seletivo, falei da minha experiência com meu filho e sei que do céu ele me ajudou a ser selecionada e trabalhar no hospital. Sou muito realizada no que faço, ressignifico minha dor todos os dias, ajudo as famílias a enfrentar esse processo, oriento e acolho”, afirmou.

Recentemente, a assistente social recebeu um certificado de reconhecimento de pacientes e familiares pelo trabalho desenvolvido. “Sei da importância de uma equipe comprometida com o paciente e com a família, do olhar amoroso, de estar junto na alegria de uma alta hospitalar ou de um abraço de quem acabou de perder seu amado”, finalizou.

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