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MUSICOTERAPIA

Método ensina como a música pode ser uma alternativa para tratar doenças

Para te ajudar a entender um pouco mais, a musicoterapeuta Mônica Zimpel explica como os sons podem ser aliados para tratar doenças Hanelise Brito | sábado, 16 de janeiro de 2021 - 11h40
A musicoterapeuta Mônica Zimpel A musicoterapeuta Mônica Zimpel - (Foto: Divulgação)

Você já chegou a pensar que algumas doenças podem ser tratadas por meio da música? A música está ganhando poder para silenciar algumas doenças. Para te ajudar a entender um pouco mais, a musicoterapeuta Mônica Zimpel explica como os sons podem ser aliados para tratar doenças.

“A musicoterapia é um conjunto de estratégias que envolvem som e música com o objetivo de desenvolver pessoas, estimular funções vitais, trabalhar memória, atenção, além de proporcionar melhora das relações interpessoais e socialização”, explicou ao Light.

Atualmente, a profissional trabalha com pacientes adultos e idosos e garante que há possibilidade de autoconhecimento, através das músicas que fazem parte da sua história, podem trazer diminuição de sintomas de quadros de ansiedade, depressão e também demenciais.

“Publicações em reconhecidas revistas científicas tratam dos benefícios da música para o tratamento de hipertensão, reabilitação, transtornos de humor, quadros demenciais, gestação, redução de dor, dependência química, autismo, síndromes diversas, entre outras doenças”, explica Mônica.

“Os pacientes que tiveram Covid-19 também encontram na Musicoterapia espaço para fortalecer seu aparelho respiratório através do canto, e sem dúvida, dar à sua experiência a possibilidade de descobertas que o ajudem a cumprir seu propósito de vida”, completou.

Sobre os benefícios que a terapia pode trazer, Mônica afirma que são incontáveis. “Digo, sem medo de errar, que os benefícios da musicoterapia são incontáveis. Isto acontece porque estamos mergulhados em sons desde a gestação até nosso último suspiro”, afirmou.

Segundo a musicoterapeuta, a música afeta o ser humano no seu aspecto biológico (altera os batimentos cardíacos), no aspecto emocional (acompanha momentos importantes da vida, relacionamentos amorosos com temas musicais da época), cognitivo (raciocínio, memória, organização), social (cerimônia de casamento, festas populares, ritos de passagem) e espiritual (músicas que facilitam nossa conexão com a fé).

“Para os atendimentos, considero as preferências musicais do cliente e a partir delas elaboro estratégias mais adequadas para alcançar os objetivos. Posso, por exemplo, compor com o cliente uma música que trate de um tema que o incomoda. Já o paciente que está desenvolvendo quadro de Alzheimer poderá experimentar a lembrança de momentos, pessoas e lugares, ao cantar uma seleção especial de músicas’’, explicou.

Sobre as histórias de superação com a musicoterapia, Mônica deu exemplos. “Tenho acompanhado situações de ansiedade crônica e trouxe um idoso para o equilíbrio através de músicas que estão em sua memória. Uma idosa com Alzheimer teve seu quadro estabilizado porque continua sendo assistida pela musicoterapia on-line e uma mulher pode descobrir a sua identidade através de músicas conseguiu desvencilhar-se aos poucos de posições inadequadas e relacionamentos abusivos”, finalizou.

Para saber mais sobre o trabalho de Mônica, siga a sua página no Instagram.

Quer sugerir uma pauta ou contar sua história para o Light? Mande a sugestão para o nosso e-mail: redacao.acritica@gmail.com, pelo nosso WhatsApp (67) 9 9974-5440 ou pelo direct de nosso Facebook ou Instagram.

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