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ARTIGO

Entenda como as certificações das normas ISO garantem credibilidade e sobrepreços no agronegócio

Heloysa Furtado (*) Por Heloysa Furtado | terça, 16 de fevereiro de 2021 - 10h10
Heloysa Furtado é Advogada, Mestre em Direito Empresarial, Professora Universitária, Consultora de Compliance e práticas E.S.G Heloysa Furtado é Advogada, Mestre em Direito Empresarial, Professora Universitária, Consultora de Compliance e práticas E.S.G - (Foto: Divulgação)

As mudanças de perfil dos consumidores aliada à edição de leis e normas técnicas que orientam a adoção de políticas de gestão e conformidade dentro das organizações estão exigindo um “novo” posicionamento no agro.

Percebe-se uma segregação involuntária sendo imposta àqueles que enxergam os critérios ambientais, sociais e de governança como potenciais complementos estratégicos de competitividade. No entanto, mais do que aderir a tais critérios, declará-los e certificá-los faz toda a diferença.

Podemos afirmar que uma verdadeira revolução está sendo estabelecida em decorrência dos vínculos existentes entre certificações e o acesso a mercados. Os resultados diretos e indiretos de uma certificação divergem de acordo com os padrões certificáveis da respectiva norma, mas a conquista de credibilidade e sobrepreços a partir dos atributos socioambientais e de governança declarados é um ponto comum inegável.

É claro que esse movimento de certificações e avaliações de conformidade é mais visível na Europa, no entanto, por ser exportador desse mercado, a adoção de certificações já é conhecida no Brasil, principalmente por grandes commodities agropecuárias.

Algumas certificações ISO merecem destaque, como por exemplo a ISO 9000, que, diga-se, é uma norma internacional que fornece requisitos para o sistema de gestão de qualidade, aplicável a qualquer produto ou serviço, independentemente do tamanho da organização, tendo como propósito oferecer vantagem competitiva por meio da qualidade. 

Ao lado da ISO 9000 podemos citar a 14000. A referida norma indica os requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental e permite a uma organização desenvolver uma estrutura para a proteção do meio ambiente e rápida resposta às mudanças das condições ambientais.

Outra norma, relativamente nova que vem sendo adotada por empresas do agro é a ISO 37001 que especifica requisitos e fornece orientações para o estabelecimento, implementação, manutenção, análise crítica e melhoria de um Sistema de Gestão Antissuborno. Esta norma é aplicável apenas a suborno e pode ser aplicada por analogia a outras modalidades de crime como por exemplo a Lavagem de Dinheiro, Corrupção e outros delitos. Com a ISO 37001, qualquer organização, independentemente de seu porte e/ou ramo de atividade poderá implementar um Sistema de Gestão Antissuborno.

Longe de ser mais um “modismo” do mercado, pode-se afirmar que esse processo de diferenciação a partir de normas certificáveis é uma resposta natural da globalização do agronegócio que vem sendo pautado em critérios ambientais, sociais e de governança.

*Heloysa Furtado é Advogada, Mestre em Direito Empresarial, Professora Universitária, Consultora de Compliance e práticas E.S.G. na A2F Consultoria, Lead Implementer and Internal Auditor das normas ISO 37001:2017 e 19011:2018.

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