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BALANÇO

“Prefeitos estão tendo final de ano terrível”, avalia o presidente da Assomasul sobre a Covid-19

Hanelise Brito | quinta, 10 de dezembro de 2020 - 11h52

“Os prefeitos estão em um final de ano terrível, pois temos ação de saúde pra serem tomadas e a dúvida da continuidade da gestão que se aproxima.  Temos os casos aumentando e os leitos de UTI diminuindo nos grandes centros. Em Bataguassu começamos a ter muitas internações e estamos habilitando cinco leitos de UTI no sábado por conta própria”. A fala é do Presidente da Assomasul e prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina, que fez um balanço deste ano no Programa Giro Estadual de Notícias desta quinta-feira (10).

Segundo o prefeito de Bataguassu, este foi um ano complicado e o relaxamento da população durante as eleições estimularam o aumento nos casos da Covid-19. “A segunda onda veio com força, muitos acreditavam que ela não viria antes da vacina. A situação que tivemos em abril está vindo com muita potencialidade e isso está preocupando os gestores” afirmou.

A respeito das finanças dos municípios, Caravina explicou que Mato Grosso do Sul teve uma questão econômica diferenciada em relação aos outros estados por conta do agronegócio, e que a maioria dos municípios do estado vai conseguir realizar o pagamento do 13° salário dos trabalhadores.

“Nesse momento final do ano, o problema não é tão financeiro e sim mais relacionado a questão da transição da saúde pública. Deve haver um bom entendimento entre a equipe que vai entrar e a que vai sair. Há muita dificuldade em oferecer esse tratamento de saúde em relação ao Covid”, ressaltou o prefeito.

Sobre a área da educação, Caravina avaliou que as aulas virtuais ajudaram a segurar esse período, mas está muito longe de ser o ideal. “A realidade dos grandes centros é totalmente diferente dos pequenos municípios. Quando foi criado o sistema online, muitos não tiveram condições e outros estão trabalhando com internet via rádio, nós precisamos fazer um grande trabalho e a pandemia mostrou isso, Mato Grosso do Sul precisa de forte investimento na questão digital”, comentou.

“As aulas presenciais precisam voltar a partir do ano que vem, e o processo da vacina precisa ser agilizado, nós já exigimos através da Confederação Nacional dos Municípios para que o governo assuma a responsabilidade pela aquisição de insumos e a distribuição da vacina para todo o país. As medidas de biossegurança funcionam bem na teoria, na prática com crianças é muito complicado”, finalizou.

A entrevista completa você confere no player.

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